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Mostrando postagens de outubro, 2025

A ARTE DE DESAPRENDER

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Em determinado trecho da viagem, deparei-me com um trecho de Mark Twain, que me serviu de inspiração. “Viajar é fatal para o preconceito, a intolerância e as ideias limitadas; só por isso, muitas pessoas precisam muito viajar. Não se pode ter uma visão ampla, abrangente e generosa dos homens e das coisas, vegetando num cantinho do mundo a vida inteira". Viajar é, antes de tudo, um ato de expansão, não apenas de território, mas de consciência. Isso resume com precisão uma verdade que, mesmo em tempos de hiperconectividade, ainda parece esquecida por muitos: nada substitui o contato direto com o outro, com o diferente, com o imprevisível. Vivemos uma era em que se pode “visitar” o mundo pela tela do celular, mas essa ilusão de presença raramente provoca o mesmo impacto que sentir o chão de uma rua desconhecida, ouvir uma língua que não se domina, ou perceber que nossos costumes (para nós tão naturais e óbvios) não são universais. Viajar nos arranca do centro do m...

PACIÊNCIA, SANTA PACIÊNCIA...

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A virtude da paciência não é somente a capacidade de esperar, mas de compreender que cada coisa tem seu tempo e que esse tempo raramente é o nosso. Viver em sociedade é, sobretudo, lidar com a complexidade do outro: ritmos desalinhados, prioridades conflitantes, ausências disfarçadas de presença... Conviver é perceber que poucos realmente estão 100% disponíveis, atentos ou dispostos e que exigir isso é receita certa para o desgaste (e uns ainda vivem no modo “visualização única” HAHA). O cotidiano virou um campo minado de promessas que não se cumprem, atrasos disfarçados de imprevistos, desculpas esfarrapadas e enquanto, esperamos pelo que nunca chega. Acumulamos... Sim, acumulamos silêncios, frustrações, mal-entendidos e expectativas surreais. Acumulamos muitas vezes, também, o excesso de cobrança em nós mesmos. Com isso surge a sobrecarga, principalmente a emocional e cedo ou tarde, a conta chega. PACIÊNCIA! Paciência, nesse contexto, não é virtude: é mecani...

PERDEMOS A COCA…

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Pra começo de conversa, a pessoa precisa ter um ‘nível avançado de desgosto’ pra levantar numa terça-feira, às 7h da manhã, e assistir um amistoso da dita ‘Seleção Brasileira’, ou melhor, do ‘amontoado de influenciadores’ com título de jogador de bola. O Japão, no estilo kamikaze, chegou lá, fez o que tinha que fazer e garantiu a festa dos mais de 44 mil presentes no estádio. Enquanto isso, o Brasil… bom, o Brasil ainda tá tentando entender se era jogo ou um “collab” no TikTok de alguém. Cedo no programa, lembramos daquela regrinha clássica dos jogos da infância. Sim, aqueles clássicos disputados em potreiros, ruas, terrenos baldios, em qualquer lugar. Jogos com as traves improvisadas, onde às vezes até chinelo servia. O título em disputa? Coca-Cola (ou qualquer refri, sempre era chamado de coca). Após a escolha dos times, já se ouvia antes do início: “QUEM PERDER PAGA A COCA”. Pena que, no caso do jogo de hoje, o Brasil vai ter que pagar pra mais de 200 milhões d...