SIMEPAR RECLASSIFICOU TORNADO DE ESPIGÃO ALTO DO IGUAÇU
Segundo o SIMEPAR, a mudança ocorreu após uma análise mais detalhada dos danos provocados no local. Embora tornados e downbursts possam produzir rajadas extremamente fortes e deixar rastros de destruição semelhantes, os mecanismos envolvidos são diferentes.
Numa breve (tentativa de) explicação, no tornado, os ventos giram num eixo central que forma o vórtice, a coluna de ar se estende da base da tempestade em direção ao solo (geralmente originam-se das supercélulas).
Já no downburst, uma forte corrente de ar desce da tempestade e deslocam-se em linha reta para fora em todas as direcções a partir do ponto de impacto.
Ainda segundo o SIMEPAR, essa reclassificação pode ocorrer durante a análise de eventos meteorológicos severos. Nas primeiras horas, a classificação costuma ser preliminar e baseada em relatos, imagens, vídeos e informações disponíveis naquele momento. Posteriormente, vistorias em campo, o padrão dos danos e a análise de dados meteorológicos permitem determinar com maior precisão a natureza do fenômeno.
Então, de tornado, o evento passou a ser classificado como “downburst”.
Os outros dois tornados registrados neste mês não tiveram sua classificação alterada: 9 de setembro, em Francisco Alves, e 11 de setembro, em Goioerê. Entretanto, até o momento, a análise dos danos permanece inconclusiva quanto à determinação da intensidade desses tornados na Escala Fujita.
PRA VOCÊ ENTENDER MELHOR DOWNBURST (EXPLOSÃO ATMOSFÉRICA)
Quase sempre ligadas a tempestades severas, as rajadas de vento são de curta duração, mas confundem-se facilmente com tornados e, por onde passam, também deixam um rastro de destruição.
Ao contrário dos tornados, que apresentam ventos rotativos, os downbursts produzem ventos descendentes violentos que se deslocam diretamente para fora do ponto de impacto, estes ventos podem em casos extremos alcançar os 200 km/h.
Geralmente originam-se das linhas de instabilidade ou de tempestades convectivas (que geralmente se originam das cumulonimbus) e são divididas em:
MICROBURST (microexplosão) é um downburst pequeno, com área de ventos de até 4 quilômetros de diâmetro. Apesar de atingir uma região relativamente pequena, pode produzir rajadas extremamente fortes. Normalmente é de curta duração, entre 5 e 15 minutos, e os ventos chegam aos 160 km/h. Reforçando que, apesar de pequenos, são violentos.
MACROBURST (macroexplosão) É um downburst maior, área de ventos superior aos 4 quilômetros de diâmetro. Geralmente duram entre 15 e 30 minutos, e os ventos podem atingir os 200 km/h, deixando uma extensa faixa de danos (podem originar-se também das supercélulas).
TEMPESTADES SEVERAS E GRANIZO
Durante o inverno, a Defesa Civil Estadual contabilizou 228 ocorrências de vendavais acompanhados de granizo, em 150 municípios. Os casos de maior incidência foram em Cascavel, Candói e Guarapuava.
SITUAÇÃO DE EMERGÊNCIA
Entre vendavais, granizo, tornados, 39 prefeituras decretaram situação de emergência dada a dimensão dos danos: Alto Paraíso, Alto Piquiri, Ampére, Antonina, Arapuã, Barracão, Cafezal do Sul, Cambé, Cândido de Abreu, Candói, Chopinzinho, Cidade Gaúcha, Diamante do Oeste, General Carneiro, Goioerê, Goioxim, Guaratuba, Iporã, Irati, Manoel Ribas, Marmeleiro, Marquinho, Morretes, Nova Laranjeiras, Palmital, Perobal, Pinhão, Piraí do Sul, Pitanga, Pranchita, Quedas do Iguaçu, Renascença, Reserva, Rio Bonito do Iguaçu, Rio Negro, Santa Maria do Oeste, Tibagi, Turvo e Xambrê.
FABIANO MARANGON





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