SOBRE O TEMPO...
Dizem que ele cura, mas também é mestre em fazer-nos acostumar com tudo.
Apaga as memórias, nos anestesia e faz com que nos adaptemos a rotinas que não nos movem.
Então... Será que realmente o tempo cura? Sei lá, depende.
Às vezes, ele ensina a suportar, aceitar, procrastinar no estilo ‘ladrão silencioso’.
Aquele que não rouba com pressa, mas com paciência, persistência, pouco a pouco.
No soar dos ponteiros, esperando pelo momento certo.
Enquanto isso, sempre acreditando que o tempo tudo resolverá.
Pode pesar...
A consciência? As consequências?
Ou
Há consciência? Há consequências?
Se deixar levar, adia não só tarefas, mas a vida.
No fim, o tempo pode curar, acostumar ou só empurrar (com a barriga).
Talvez, mais importante que o tempo, seja a coragem de agir, ou ressurgir.
Medo de cair? Falando em medo, esse é outro que sempre nos engana...
Algumas quedas parecem o fim, vai ver, são atalhos para alturas inesperadas.
De algum modo misterioso, quando levantamos, somos maiores.
Não porque voamos, mas porque suportamos o peso da queda e ainda assim seguimos em frente, vendo o tempo passar.
FABIANO MARANGON

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